Estudo Proprietário  |  Abril 2026

R$ 53 bilhões de receita incremental sobre infraestrutura já instalada e demanda já existente — a análise setorial mais completa do canal direto ao paciente no sistema privado de saúde brasileiro.

Mercado PPU 2024
R$ 317 bi
Supera saúde suplementar
Oportunidade incremental
R$ 53 bi
Para prestadores independentes
Receita por procedimento
2,6×
Canal direto vs operadora
Usuários de cartões
60 M
Em 2024
Crescimento cartões
31%
CAGR ao ano
Seção I · O sistema suplementar em 2025

Lucro recorde, base estagnada — 63% do resultado veio da Selic, não da prestação de serviços de saúde

O sistema suplementar registrou seu maior lucro nominal da história em 2025: R$ 24,4 bilhões. Mas 63% desse resultado vieram de aplicações financeiras, não da prestação de serviços de saúde. O resultado operacional da atividade assistencial direta foi de R$ 9,8 bilhões.
R$ 24,4 bi
resultado total
Financeiro (63%)
Operacional (37%)
RESULTADO FINANCEIRO · SELIC 12,75% a.a.
R$ 14,7 bi
RESULTADO OPERACIONAL · ATIVIDADE ASSISTENCIAL
R$ 9,8 bi
49%
lucro em 3 de 667 operadoras
26,5%
com resultado negativo
81,7%
sinistralidade
R$ 3,1 bi
prejuízo autogestões

Exhibit 1 | Decomposição do resultado médico-hospitalar 2025 | ANS Painel Econômico-Financeiro | Fechamento 2025

O sistema suplementar registrou seu maior lucro nominal da história em 2025: R$ 24,4 bilhões. Mas 63% desse resultado vieram de aplicações financeiras — R$ 134,5 bilhões em carteira aplicada com Selic a 12,75% ao ano gerando R$ 14,7 bilhões. O sistema suplementar, no agregado, lucra mais com a Selic do que com a prestação de serviços de saúde.

A sinistralidade caiu para 81,7% em 2025, o menor índice desde 2020. O VCMH do IESS registrou 12,9% no mesmo período, enquanto o reajuste autorizado para planos individuais foi de 6,06%: a sinistralidade caiu por recomposição tarifária, não por redução do custo assistencial estrutural.

A distribuição do resultado revela a fragilidade estrutural. Três operadoras responderam por 49% do lucro líquido de 667 empresas. As autogestões foram o único segmento com prejuízo operacional: R$ 3,1 bilhões. 26,5% das entidades encerraram 2025 com resultado negativo. 7,5 milhões de beneficiários estavam em operadoras sob regimes especiais ao final do 3T25.

A cobertura permaneceu em 24,7% da população, com 53,3 milhões de beneficiários — percentual que oscila entre 23% e 25% há mais de uma década. Para os 147 milhões de brasileiros fora desse mercado, o canal de acesso à saúde privada é o pagamento direto ao prestador.

Seção II · O mercado pay-per-use

R$ 317 bilhões em 2024 — supera a saúde suplementar pela primeira vez

Pagar diretamente por um serviço de saúde sem o intermédio de um plano ou do Estado é o ato mais antigo de acesso à saúde privada. Não é um canal novo. É o mecanismo original, e movimenta R$ 317 bilhões por ano.
PPU (verificado)
PPU 2025–2030 · Projeção Evodux
Saúde Suplementar
R$ 290bi R$ 370bi R$ 450bi R$ 530bi R$ 610bi
317
 
2024
361
 
2025
408
 
2026
457
 
2027
512
 
2028
568
 
2029
630
 
2030
Delta 2030: R$ 174 bi
PPU +14% a.a. vs Suplementar +6,5% a.a.
Fonte: ANAHP/HIS out/2025 · Projeção Evodux 2025–2030

Exhibit 2 | Pay-per-use vs Saúde Suplementar 2024–2030 | Base ANAHP/HIS out/2025 | Projeção Evodux

O mercado pay-per-use movimentou R$ 317 bilhões em 2024, superando pela primeira vez os R$ 309 bilhões da saúde suplementar no mesmo período. A inversão não é um evento pontual: o canal direto cresce 14% ao ano. O sistema suplementar cresce 6,5%. Em 2030, a diferença acumulada entre as duas trajetórias alcança R$ 174 bilhões.

O mercado pay-per-use não é o canal residual do sistema de saúde privado brasileiro. É o canal principal da maioria dos brasileiros, e eles sempre estiveram lá.

O que mudou nas últimas duas décadas não foi a existência do canal direto, mas a velocidade com que ele se organiza. Franquias de saúde cresceram 14,6% em 2025 e movimentaram R$ 74,3 bilhões (ABF). Os cartões de benefícios avançaram de 4 milhões de usuários em 2014 para 60 milhões em 2024, CAGR de 31% ao ano — base que já supera numericamente o total de beneficiários de planos de saúde.

Seção III · Os três vetores do crescimento estrutural

Envelhecimento, epidemia crônica e informalidade — nenhum depende de ciclo econômico

Vetor 1 · Envelhecimento
42M
idosos em 2030 · IBGE Revisão 2024
33M hoje 15,6% da população
42M em 2030 18,6%
A diferença é quem captura a receita. O crescimento de 100,9% nas consultas de idosos acontecerá, com plano ou sem plano.
Vetor 2 · Epidemia Crônica
+118%
adultos com obesidade · 2006–2024
Diabetes
5,5% → 12,9% · +135%
Obesidade adulta
11,8% → 25,7% · +118%
119M adultos com sobrepeso ou obesidade em 2030 · cada diagnóstico = 20–30 anos de demanda
Vetor 3 · Exclusão Estrutural
>100M
sem acesso ao suplementar
Com plano suplementar 24,7%
Plano coletivo empresarial 73%
Sem cobertura 147M
Para esses 100+ milhões, o pagamento direto é a única forma de acessar saúde privada com tempo e qualidade previsíveis.

IBGE Revisão 2024 · Vigitel 2025 · World Obesity Federation 2025 · ANS jan/2026

Exhibit 3A | Três vetores estruturais | IBGE Revisão 2024 · Vigitel 2025 · ANS jan/2026

Três forças independentes alimentam o crescimento do canal direto e nenhuma delas pode ser revertida por decisão de política econômica ou regulatória. Em 2030, o Brasil terá 42 milhões de idosos, 18,6% da população, ante 33 milhões em 2023. A maioria desse contingente não tem e não terá cobertura suplementar.

A epidemia de doenças crônicas não transmissíveis cria demanda permanente por acompanhamento longitudinal. A obesidade em adultos cresceu 118% entre 2006 e 2024; o diabetes cresceu 135%. Essas condições não têm cura. Um diagnóstico de diabetes representa um paciente de alta frequência por 20 a 30 anos.

A informalidade estrutural é o terceiro vetor. O Brasil tinha 38,6 milhões de trabalhadores informais no 4T25. Somam-se os autônomos, os MEIs e os aposentados sem plano empresarial ativo. São mais de 100 milhões de pessoas em idade ativa sem acesso ao produto que representa 73% do mercado suplementar.

Seção IV · O perfil do consumidor: classes C, D e E

75% da população — consumidores ativos de saúde sem cobertura suplementar

R$ 96 R$ 64 R$ 32 R$ 0
R$ 96 8% da renda
Classe C
R$ 1.200/mês per capita
R$ 48 8% da renda
Classe D
R$ 600/mês per capita
R$ 24 8% da renda
Classe E
R$ 300/mês per capita
FGV Social jan/2026 · PNAD 2024 · BCB 2025 · Evodux
O Mercado do Cartão
60 M
usuários de cartões 2024
2,5×
frequência de uso com cartão vs 1× sem vínculo organizado
R$ 40
mensalidade mediana — cabe no orçamento da Classe C
A Classe C que paga R$ 40/mês em cartão de benefícios não está comprando saúde. Está comprando previsibilidade.

Exhibit 4 | Capacidade de pagamento por classe e zona de acessibilidade | FGV Social (jan/2026) · PNAD 2024 · Evodux

O paciente das classes C, D e E não é um consumidor de saúde passivo. É um consumidor ativo que já gasta com saúde privada e que já demonstrou disposição de organizar esse gasto quando existe produto acessível e acesso ágil.

A Classe C, com renda domiciliar per capita entre R$ 768 e R$ 2.004, acessa serviços ambulatoriais quando o preço é transparente e cabe no orçamento mensal. A Classe D acessa saúde privada via mensalidade de cartão de benefícios de R$ 25 a R$ 40, com desconto de 50% a 80% sobre o preço particular.

A restrição central desse mercado não é a renda. É a ausência de crédito estruturado. O cartão de benefícios de saúde resolve o problema de forma elegante: de 4 milhões de usuários em 2014 para 60 milhões em 2024, CAGR de 31% ao ano. Usuários de cartões utilizam os serviços 2,5 vezes ao ano em média, contra uma vez para usuários ocasionais sem vínculo organizado.

Seção V · O ecossistema prestador: capacidade e dependência

200 mil estabelecimentos prontos para atender — sem produto para o paciente direto

R$ 175 R$ 125 R$ 75 R$ 25 R$ 0
R$ 64
2,7× R$ 175
Consulta
especialidade
R$ 21
2,2× R$ 46
Exame
laboratorial
R$ 54
2,4× R$ 130
Exame de
imagem
R$ 64
2,7× R$ 175
Centro cirúrg.
(hora)
Via operadora (após glosa 15,89% + custo capital CDI 12,75% · 150 dias)
Canal direto · recebimento no ato · sem glosa · sem prazo

Exhibit 5 | Receita por procedimento: canal direto vs operadora | FenaSaúde mar/2026 · ANAHP Observatório 2024 · BCB 2025 · Evodux

O ecossistema prestador privado brasileiro tem mais de 200 mil estabelecimentos e infraestrutura instalada para atender o mercado pay-per-use. Não o atende porque nunca precisou. Por trinta anos, a operadora foi o cliente, não o paciente. 79% da receita dos maiores hospitais privados e 86% do faturamento das maiores empresas de diagnóstico ainda vêm exclusivamente das operadoras.

A receita por procedimento no canal direto é 2,6 vezes maior que o repasse efetivo via operadora — que chega em 150 dias, retendo 15,89% em glosa e acumulando custo de capital ao CDI de 12,75%. A barreira central não é técnica nem financeira. É informacional: o prestador que opera há trinta anos dentro do sistema suplementar nunca precisou saber quanto custa o episódio de saúde que entrega.

O custo do canal único
79–86% de dependência das operadoras · 150 dias de prazo médio de repasse · R$ 9,8 bi em glosa e atrasos no 3T25 (ANAHP) · 2,6× receita média PPU vs operadora · R$ 53 bi de oportunidade incremental = 15% do PPU 2025 sobre capacidade instalada ociosa.
Seção VI · A ociosidade como consequência contábil da verticalização

De 14% para 46% das operações de M&A verticais — e o custo que fica no prestador independente

0% 40% 14% 2012 18% 2014 22% 2016 28% 2018 35% 2020 46% 2022 Consequências mensuráveis 28–45% ociosidade por tipo de ativo R$ 0 receita B2C prestador indep. O canal direto não recupera receita perdida. Cria receita que nunca existiu, sobre infraestrutura já paga e já ociosa. CADE 2022 · Moody's Local Brasil jan/2025

Exhibit 6A | Verticalização M&A e mecanismo de encaminhamento exclusivo | CADE 2022 · Moody's Local Brasil jan/2025

A ociosidade da infraestrutura privada de saúde no Brasil não é um problema de gestão. É a consequência contábil de uma decisão estratégica das operadoras: ao construir ou adquirir rede própria, a operadora redireciona seus beneficiários para dentro dessa estrutura, e o prestador independente perde o fluxo sem ter tomado nenhuma decisão operacional que o justifique.

Ativo ambulatorialCusto ociosoVia operadoraCanal diretoMúltiploOciosidade
Ressonância magnéticaR$ 350/hR$ 410R$ 6901,7×28%
Tomógrafo computadorizadoR$ 302/hR$ 190R$ 3201,7×45%
UltrassonografiaR$ 85/hR$ 48R$ 952,0×44%
Consultório de especialidadeR$ 120/hR$ 64R$ 1752,7×40%

Exhibit 6B | Ociosidade por ativo ambulatorial privado | CNES/CBR Atlas Radiologia 2025 · FenaSaúde mar/2026 · Evodux

Seção VII · Da ociosidade à receita: produto, precificação e canal

A equação 2,6× verifica a viabilidade — produto, precificação e recorrência constroem o canal

CANAL DIRETO R$ 175 Recebimento no ato Sem glosa · sem prazo VIA CONVÊNIO (efetivo) R$ 64 Após glosa + custo capital 2,6× Produto Jornada de acompanhamento crônico Ciclos trimestrais ou semestrais Precificação Protocolo + custo real do episódio + margem declarada Canal Cartão de benefícios · R$ 25–60/mês Recorrência 2,5× sem crédito bancário Frequência/ano Paciente avulso Cartão de benefícios 2,5× Jornada crônica ANAHP Observatório 2024 · BCB 2025 · Vigitel 2025

Exhibit 7 | Equação financeira do canal direto | ANAHP Observatório 2024 · BCB 2025 · Vigitel 2025

A equação financeira do canal direto estabelece que o mesmo procedimento gera 2,6 vezes mais receita líquida quando pago diretamente pelo paciente do que quando repassado via operadora. Esse dado verifica a viabilidade. A oportunidade existe quando três condições estão presentes: produto para frequência crônica, preço calculado sobre o custo real e canal que transforma o pagador direto em usuário recorrente.

O produto eficaz no canal direto não é a consulta avulsa. É a jornada de acompanhamento de uma condição crônica com frequência programada, exames incluídos e retorno estruturado. O prestador que vende consulta avulsa participa do canal direto. O prestador que vende jornada de acompanhamento crônico com preço transparente e canal de recorrência constrói o canal direto.

Seção VIII · O canal de cartões de benefícios

60 milhões de usuários, CAGR 31% ao ano, formalização regulatória em curso

0 25M 50M 4M 2014 8M 2016 12M 2018 25M 2020 36M 2022 60M 2024 69M Proj. 2025 CAGR 31% ao ano Lógica do canal R$ 25–60/mês Mensalidade · sem crédito bancário 0 dias Prazo de repasse ao prestador 2,5×/ano Frequência de uso com cartão 31% a.a. CAGR usuários 2014–2024 STJ confirmou competência ANS · nov/2025 ANS · STJ Acórdão nov/2025 · ABF 2025 · Projeção Evodux

Exhibit 8 | Cartões de benefícios · crescimento, lógica econômica e timeline regulatória | ANS · STJ nov/2025 · ABF 2025

O canal de distribuição que conecta o prestador independente ao paciente das classes C e D já existe, já opera com 60 milhões de usuários e cresce 31% ao ano há uma década. Agora o canal vai se formalizar: o STJ confirmou a competência da ANS em novembro de 2025, e o processo segue ao STF.

Mercados que se formalizam concentram em torno de operadores com produto estruturado e capital para atender requisitos regulatórios antes que entrem em vigor. A janela de posicionamento existe hoje. Ela tem prazo determinado pela velocidade do processo regulatório.

Seção IX · A quantificação: R$ 53 bilhões de oportunidade incremental

Bottom-up por segmento — premissas declaradas, sobre infraestrutura já instalada

Oportunidade incremental anual por segmento  ·  R$ bilhões  ·  canal direto vs convênio  ·  infraestrutura já instalada
Segmento
Proporção
Receita incr.
Múltiplo
Clínicas e consultórios
71.500 estabelecimentos · consulta especialidade · doença crônica
Conversão 15% · ticket incremental R$ 111/consulta
R$ 6,0 bi
2,7×
R$ 175 vs R$ 64
Laboratórios de análises clínicas
4.300 laboratórios · painel crônico · 300 exames/dia
Ticket incremental R$ 25/exame no canal direto
R$ 5,4 bi
2,2×
R$ 46 vs R$ 21
Serviços de imagem
4.300 serviços · tomografia · ressonância · ultrassonografia
30 exames/dia · ticket incremental R$ 60/exame
R$ 1,9 bi
2,4×
R$ 130 vs R$ 54
Hospitais de pequeno e médio porte
2.730 hospitais · cirurgia eletiva · centro cirúrgico
52% → 72% ocupação · R$ 14,4M incremental/hospital/ano
R$ 39,7 bi
2,7×
R$ 175 vs R$ 64
Ambulatorial + diagnóstico · menor barreira R$ 13,3 bi
Hospitalar · protocolo + jornada + financiamento R$ 39,7 bi
TOTAL · TODOS OS SEGMENTOS · HORIZONTE 1 ANO · SEM INVESTIMENTO ADICIONAL
15% do PPU 2025 · sobre capacidade instalada ociosa · protocolo mapeado + custo calculado + produto precificado
R$ 53 bi
Estimativa Evodux  ·  ANAHP 2024  ·  Doctoralia 2025  ·  FenaSaúde mar/2026

Exhibit 9 | Oportunidade incremental R$ 53 bi por segmento | Estimativa Evodux · ANAHP 2024 · Doctoralia 2025 · FenaSaúde mar/2026

O maior volume por número de estabelecimentos está no segmento ambulatorial. As 71.500 clínicas e consultórios que têm convênio como canal dominante representam R$ 6,0 bilhões de receita incremental anual, calculados sobre taxa de conversão conservadora de 15% e ticket incremental de R$ 111 por consulta. Laboratórios somam R$ 5,4 bilhões. Serviços de imagem, R$ 1,9 bilhão. O segmento ambulatorial e de diagnóstico soma R$ 13,3 bilhões sem nenhum investimento em equipamento ou área construída.

Hospitais de pequeno e médio porte representam a maior parcela em valor absoluto: R$ 39,7 bilhões anuais, calculados sobre 2.730 estabelecimentos com ociosidade estrutural entre 35% e 48%. Para cada um desses hospitais, elevar a ocupação de 52% para 72% gera R$ 14,4 milhões por ano sem novo investimento em infraestrutura ou equipe.

Ambulatorial + diagnóstico
R$ 13,3 bi
Menor barreira de entrada
Hospitalar
R$ 39,7 bi
Maior valor · maior barreira
Condição única para todos
Protocolo
Custo calculado · produto precificado
Seção X · As implicações: produto, timing e posicionamento

O que cada segmento precisa construir — e por que o prazo é os próximos 12 a 18 meses

AMBULATORIAL · PRODUTO Jornada de acompanhamento crônico Consulta + painel metabólico resultado 24h · agendamento digital R$ 300 / ciclo semestral Condição: protocolo mapeado + custo real + precificação 12,9% adultos c/ diabetes frequência trimestral documentada HOSPITALAR · PRECIFICAÇÃO Procedimento eletivo c/ jornada completa Catarata · hérnia · vesícula artroscopia · demanda reprimida SUS R$ 2.800–4.500 / procedimento Condição: protocolo + jornada pré/pós + parcelamento R$ 14,4M/ano por hospital 52% → 72% ocupação CC DIAGNÓSTICO · RECORRÊNCIA Pacote de diagnóstico crônico trimestral Painel trimestral completo resultado 24h · retorno automático R$ 90 / trimestre Condição: produto p/ frequência crônica + canal recorrência 2,5× mais frequente c/ cartão demanda existe · produto não Agora: janela aberta Próximos 12–18 meses: formalização regulatória em andamento Depois: mercado concentrado

Exhibit 10 | Implicações por segmento e timing de posicionamento | ANAHP 2024 · ABF 2025 · ANS 2025 · Vigitel 2025 · Evodux

A implicação transversal a todos os segmentos é de timing. O prestador que estruturar o produto, mapear o custo e credenciar-se nos canais de cartões nos próximos doze a dezoito meses estará posicionado antes que a formalização regulatória estabeleça os requisitos de capital e rede que concentrarão o mercado em torno de operadores estruturados.

R$ 53 bilhões sobre infraestrutura já instalada, sobre demanda já existente, antes que o mercado se reorganize. O produto é o único componente ausente.
Referências

ANS. Painel Econômico-Financeiro — Fechamento 2025. Rio de Janeiro: ANS, mar/2026.

ANS. Beneficiários de planos privados de saúde — jan/2026. Rio de Janeiro: ANS, 2026.

ANAHP. Observatório ANAHP 2024. São Paulo: ANAHP, 2024.

ANAHP. Webinar resultados ANS 2025 — 20/mar/2026.

ABF. Desempenho do Franchising Brasileiro 2025. São Paulo: ABF, 2025.

IBGE. Projeções da População: Revisão 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

IBGE. PNAD Contínua — 4T25. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.

IESS. Projeção de despesas assistenciais 2030. São Paulo: IESS, 2024.

Vigitel Brasil 2025. Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas. Brasília: MS, 2025.

World Obesity Federation. Atlas Mundial da Obesidade 2025. Londres: WOF, 2025.

FGV Social (Marcelo Neri). Distribuição de renda por classes — jan/2026. Rio de Janeiro: FGV, 2026.

FenaSaúde. Webinar resultados do setor — mar/2026.

CADE. Análise de Atos de Concentração no Setor de Saúde 2012–2022. Brasília: CADE, 2022.

Moody's Local Brasil. Setor de Saúde no Brasil — jan/2025.

CNES/CBR. Atlas da Radiologia 2025. Brasília: CNES, 2025.

Doctoralia. Panorama Clínicas e Hospitais 2025. São Paulo: Doctoralia, 2025.

STJ. AgInt no AREsp 2.183.704-SP — Segunda Turma — nov/2025.

Banco Central do Brasil. Taxa CDI acumulada — 2025. Brasília: BCB, 2025.

Evodux Health Intelligence. Base proprietária de protocolos e clientes. 20.000 protocolos precificados. 2022–2026.

Perspectiva Evodux · Inteligência Estratégica da Saúde

O mercado pay-per-use no Brasil é maior e mais estruturado do que os dados públicos conseguem revelar sozinhos. A ANS documenta a escala. O IBGE documenta a demografia. O ANAHP documenta a dependência dos prestadores. Nenhuma dessas fontes responde à pergunta que importa para quem opera nesse mercado: quanto custa, especificamente, o episódio que cada estabelecimento entrega.

A Evodux construiu a resposta para esse número em 20.000 protocolos precificados sobre o custo real do episódio, em estabelecimentos de todos os segmentos e portes. É essa base que torna o R$ 53 bilhões um número acionável, não uma estimativa setorial, mas o resultado de um cálculo que cada prestador pode reproduzir com os dados do próprio estabelecimento. O gap não está no mercado. Não está na infraestrutura. Está no intervalo entre o dado setorial e a decisão de precificação de cada estabelecimento. É exatamente nesse intervalo que a Evodux opera.

Evodux  |  Inteligência Estratégica da Saúde

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