Inteligência Estratégica da Saúde

A Economia do
Envelhecimento

Como a longevidade reorganiza custos, mercados e modelos na saúde brasileira

Publicação: Evodux Intelligence, 2026  |  Âmbito: Mercado de saúde brasileiro  |  Horizonte: 2026 a 2036  |  Base proprietária: Evodux, operadoras parceiras

Sumário Executivo

Cinco conclusões deste paper

1
A faixa 60+ representa 19% da carteira das operadoras brasileiras e concentra 55% da sinistralidade. O modelo tarifário vigente, calibrado para uma pirâmide com base jovem, produz déficit estrutural irrecuperável a partir de 2029 a 2031 sem reconfiguração. Não é volatilidade. É transição demográfica irreversível.
2
A Economia do Envelhecimento cria R$ 420 bilhões em expansão estrutural até 2036 nos seis segmentos que o modelo assistencial vigente não opera em escala: atenção domiciliar, diagnóstico contínuo, reabilitação, monitoramento remoto, coordenação assistencial e pay-per-use. Os três segmentos nascentes crescem entre 190% e 230%, com janela de primeiro posicionamento aberta por no máximo seis a oito anos.
3
O mercado de cuidados para a população 60+ movimenta hoje R$ 93,3 bilhões por mês em renda de idosos brasileiros, com gasto familiar direto em cuidado entre R$ 3.000 e R$ 12.000 por mês, sem produto estruturado de acesso, sem coordenação de rede e sem padrão de precificação. É o maior mercado desorganizado da saúde brasileira.
4
O custo que o sistema suplementar não absorve migra para as famílias, via gasto out-of-pocket crescente de R$ 215 bilhões hoje a R$ 380 bilhões em 2035, e para o SUS, via transferência implícita de R$ 18 a 24 bilhões ao ano que equivale a 8% a 11% do orçamento federal de saúde. Nenhum dos dois atores contabiliza essa transferência como consequência do desalinhamento estrutural do modelo suplementar.
5
O Brasil está posicionado em 2026 aproximadamente sete anos antes do pico demográfico estimado para a carteira suplementar. Em mercados de referência, os atores que reposicionaram o modelo nessa janela definiram o mercado por uma década. Para operadoras, o custo de recalibrar é gerenciável hoje. Após 2031, é estruturalmente irrecuperável.
Contexto Macroeconômico — Abril de 2026

O bônus demográfico brasileiro encerrou. A CEPAL e o IPEA confirmaram em 2025 que o Brasil saiu da janela em que a população em idade ativa crescia proporcionalmente mais que os dependentes. A partir de agora, cada ano adiciona mais idosos ao sistema do que jovens. A taxa de fecundidade caiu para 1,57 filho por mulher em 2023 e o IBGE projeta 1,44 em 2041. A população para de crescer em 2047, com 233,2 milhões de habitantes. O envelhecimento não é mais uma tendência. É a estrutura permanente da demografia brasileira.

A conjuntura econômica de abril de 2026 amplifica a urgência estrutural. A Selic chegou a 14,75% ao ano em março de 2026, com o mercado projetando encerrar o ano em 13%, em ciclo de corte que o conflito no Oriente Médio ameaça interromper. A inflação acumulada em doze meses atingiu 4,14% em março, acima do centro da meta. O PIB brasileiro cresce 1,86% em 2026. O orçamento federal de saúde aprovado para 2026 é de R$ 254,9 bilhões, o primeiro a superar o piso constitucional de 15% da receita corrente líquida, mas sem margem para absorver demanda adicional transferida do sistema suplementar em aceleração. A reforma da previdência de 2019 deslocou a aposentadoria de uma geração inteira para idades mais avançadas, comprimindo a renda disponível exatamente na faixa de maior demanda assistencial.

O envelhecimento acelerado da carteira encontra o sistema no pior momento de convergência possível: juros altos comprimindo a capacidade de investimento das operadoras, orçamento público sem margem de expansão e renda previdenciária crescendo abaixo da inflação médica. Cada variável, isolada, seria gerenciável. Juntas, e operando sobre uma carteira que envelhece sem reconfiguração do modelo, definem o contexto em que este paper é publicado.

Abertura
R$420bi

É o tamanho do mercado que a longevidade cria na saúde brasileira até 2036. É também, na mesma janela temporal, o déficit potencial que o modelo tarifário das operadoras acumulará se nada mudar. Os dois números descrevem o mesmo fenômeno visto por ângulos opostos: a Economia do Envelhecimento já é a maior força de reorganização do sistema de saúde brasileiro, e opera sem coordenação entre os quatro atores que ela afeta simultaneamente.

Em abril de 2026, o Brasil tem aproximadamente 35,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 16,4% da população total. Esse número crescerá para 45 milhões em 2036, 20,5% da população, cruzando no caminho o limiar em que um em cada cinco brasileiros será idoso. O cruzamento não é projeção distante: ocorre dentro do horizonte de dez anos deste paper, entre 2034 e 2035.

35,5mi
brasileiros com 60+ em 2026, chegando a 45 milhões em 2036. Crescimento de 27% em dez anos
IBGE, Projeções de População 2024
5,4x
maior gasto assistencial per capita do beneficiário 60+ em relação à faixa de 20 a 29 anos
OECD Health at a Glance, 2023
2029–2031
janela em que a pressão de sinistralidade ultrapassa o limite de absorção do modelo tarifário vigente
Projeção Evodux, 2026

Abertura | O envelhecimento já está em curso: crescimento da população 60+ no horizonte do paper, 2026 a 2036

População 60+ (milhões) Participação na população total (%) 2026 2029 2032 2034 2036 20% 35,5mi 39,5mi 43,3mi 45mi 16,4% 17,9% 20,5% Ponto crítico sinistralidade Fonte: IBGE, Projeções de População 2024. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

O gráfico acima não descreve um cenário hipotético. Descreve a trajetória que já está em execução. A população 60+ crescerá 27% nos próximos dez anos, de 35,5 milhões para 45 milhões, adicionando em média 950.000 novos idosos por ano ao sistema. Cada um desses novos ingressantes carrega o perfil de utilização 5,4 vezes maior que o da faixa jovem que sustentou o modelo tarifário por décadas.

A Economia do Envelhecimento não é uma tendência demográfica em formação. É um evento econômico em curso cujos efeitos o sistema ainda contabiliza como volatilidade.
A Economia do Envelhecimento · Seção 1

A concentração silenciosa

A Economia do Envelhecimento opera sobre quatro atores ao mesmo tempo. Cada um registra o fenômeno como problema próprio. Nenhum o enxerga em sua totalidade. Sete vetores constroem o quadro completo.

Uma única força demográfica está reorganizando simultaneamente o modelo tarifário das operadoras, a estrutura de oferta dos prestadores, o orçamento das famílias e a capacidade de absorção do sistema público. Essa reorganização não ocorre em sequência. Ocorre em paralelo, sem coordenação entre os quatro atores que ela afeta e sem um sistema de inteligência que permita a qualquer deles enxergar o impacto nos outros três. A Economia do Envelhecimento é silenciosa precisamente porque cada conta que ela produz aparece em uma planilha diferente, com um nome diferente, como se fossem problemas distintos.

Vetor 1
O gasto em saúde concentra-se onde o modelo não foi desenhado para absorvê-lo
19%
da carteira suplementar
55%
da sinistralidade total
5,4x
custo per capita vs faixa jovem
A faixa 60+ representa 19% da carteira das operadoras e concentra 55% da sinistralidade. O diferencial de custo per capita é de 5,4 vezes em relação à faixa de 20 a 29 anos. O modelo tarifário, calibrado para uma pirâmide com base jovem e limitado pela ANS a seis vezes de variação entre faixas, não absorve esse diferencial quando a carteira envelhece acima do perfil médio regulatório. O desequilíbrio não é exceção de carteiras específicas: é o comportamento padrão do sistema.
Base Evodux, operadoras parceiras, 2025; OECD Health at a Glance, 2023; RN ANS n. 63/2003
Vetor 2
A multimorbidade torna o modelo episódico estruturalmente incompatível com a demanda real
51,6%
dos idosos com 2+ doenças crônicas
+22,8%
crescimento em beneficiários 2013–2019
A prevalência de multimorbidade atinge 51,6% dos brasileiros com 60 anos ou mais. Em beneficiários de planos cresceu de 28,1% para 34,5% entre 2013 e 2019. O sistema suplementar foi construído para tratar uma condição por vez, em episódios. O perfil 60+ demanda gestão longitudinal simultânea de múltiplas condições crônicas. Essa incompatibilidade entre o modelo construído e a demanda existente é o mecanismo que converte envelhecimento em custo não controlável dentro da lógica fee-for-service.
PNS, IBGE, 2019; IESS, Estudo de Multimorbidade, 2023
Vetor 3
A pirâmide demográfica perde a base jovem que financia o modelo tarifário suplementar
1,57
filhos por mulher em 2023
1,44
projetado para 2041
-42%
nascimentos até 2070
O subsídio cruzado implícito que sustenta o equilíbrio tarifário do sistema suplementar depende de uma pirâmide com base jovem larga o suficiente para financiar o topo envelhecido. Essa base está encolhendo de forma irreversível. O número de nascimentos caiu de 3,6 milhões por ano em 2000 para 2,6 milhões em 2022. O Brasil não está apenas envelhecendo: está deixando de se renovar na velocidade que o modelo pressupõe. O bônus demográfico que sustentou décadas de equilíbrio tarifário está encerrado.
IBGE, Projeções de População 2024; IPEA/CEPAL, 2025
Vetor 4
O mercado de cuidado cresce 74% sem mão de obra qualificada nem padrão de qualidade
840k
cuidadores ativos estimados no Brasil
79%
sem carteira assinada
75.908
vínculos CLT formais (CAGED 2025)
O setor de cuidados domiciliares cresceu 74% entre 2020 e 2025, com 57.200 novos CNPJs apenas em 2025. A base formal não acompanha: apenas 75.908 vínculos CLT foram registrados em 2025, contra 840 mil cuidadores ativos estimados. A profissão segue sem regulamentação federal, com PL 1385/2007 sem aprovação até março de 2026. O resultado é um mercado que cresce na informalidade, sem padrão de qualidade verificável e sem dado de utilização que permita modelagem atuarial por parte de nenhum ator do sistema.
MTE/CAGED, 2025; Receita Federal, CNAE, 2025; Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, PNAD, 2023
Vetor 5
O cuidador informal que sustenta o sistema está desaparecendo sem substituto estruturado
11,5mi
cuidadores informais não remunerados
88,6%
mulheres no trabalho de cuidado
Os 11,5 milhões de cuidadores informais não remunerados sustentam hoje a maior parte do cuidado da população 60+ com dependência funcional. São predominantemente mulheres entre 35 e 55 anos que assumem a função sem preparo técnico e sem remuneração. À medida que a escolaridade feminina avança e a participação no mercado formal aumenta, esse cuidador desaparece. Nenhum ator do sistema tem rede, preço ou profissional formado para absorver a demanda que deixará de ser atendida gratuitamente.
Fiocruz, pesquisa multicêntrica, 2021; IBGE, PNAD Saúde, 2023; MTE, eSocial, 2025
Vetor 6
As famílias absorvem R$ 215 bilhões em gasto direto sem nenhuma estrutura de acesso ou desconto
R$642bi
estimativa gasto famílias 2025
+7,2pp
inflação médica acima do IPCA/ano
R$12k
teto de gasto mensal por família
O gasto direto das famílias com saúde atingiu R$ 215 bilhões em 2024, equivalente a 84% do orçamento federal de saúde. O cuidado de um idoso em dependência parcial custa entre R$ 3.000 e R$ 12.000 por mês, pago sem desconto negociado, sem produto estruturado e sem dado que permita ao sistema rastrear o que está sendo consumido. Esse volume cresce acima da inflação geral porque a inflação médica superou o IPCA em 7,2 pontos percentuais ao ano entre 2015 e 2024. É o maior mercado de saúde do Brasil operando inteiramente fora de qualquer estrutura setorial.
IBGE, POF, 2024; VCMH, IESS, 2024; OAPS, 2024
Vetor 7
O sistema público absorve por omissão o custo que o sistema suplementar não retém
28%
dos 60+ com plano usaram SUS em 2023
R$24bi
transferência implícita anual estimada
11%
do orçamento federal de saúde
Em 2023, 28% dos beneficiários de planos com mais de 60 anos utilizaram ao menos um serviço do SUS. A transferência implícita de custo do sistema suplementar para o público representa entre R$ 18 e 24 bilhões por ano, equivalente a 8% a 11% do orçamento federal de saúde de R$ 254,9 bilhões aprovado para 2026. Essa transferência não é política: é consequência da ausência de rede suplementar adequada ao perfil 60+. Cresce na mesma velocidade do envelhecimento da carteira, sem mecanismo orçamentário de compensação correspondente.
IBGE, PNAD Saúde, 2023; DATASUS, 2024; OAPS, 2024; LOA 2026
A concentração é silenciosa porque cada ator registra apenas a parcela que lhe é visível. A Economia do Envelhecimento não produz um problema para cada ator. Produz um problema de sistema que cada ator enxerga pela janela da própria conta.

Exhibit 1 | A faixa 60+ representa 19% da carteira e concentra 55% da sinistralidade: o Vetor 1 em operação, Base Evodux

Participação na carteira (%) Participação na sinistralidade (%) 12% 4% 0–18 18% 7% 19–29 16% 7% 30–39 15% 10% 40–49 20% 18% 50–59 19% 55% 60+ 19% da carteira → 55% sinistralidade Base Evodux, operadoras parceiras, 2025. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

Exhibit 2 | Vetores 1 e 3 em convergência: a pressão de sinistralidade ultrapassa o limite de absorção tarifária entre 2029 e 2031

Participação 60+ na carteira Índice de pressão de sinistralidade (base 100 = 2026) Limite tarifário 2026 2029 2031 2036 19% 27% Ponto crítico 2029–2031 Fontes: ANS; IBGE, Projeções 2024; OECD; Base Evodux. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

O sistema de saúde brasileiro está acumulando um déficit estrutural que nenhum dos quatro atores que o compõem tem incentivo para resolver sozinho. A Economia do Envelhecimento não é o problema de cada um. É o problema do espaço entre eles.

A Economia do Envelhecimento · Seção 2

O mercado do envelhecimento cresce antes que o sistema o organize

O envelhecimento cria o maior mercado estrutural da saúde brasileira. Ele opera hoje inteiramente fora de qualquer rede, modelo de remuneração ou estrutura de acesso. R$ 420 bilhões até 2036. A janela está aberta.

A Economia do Envelhecimento não produz apenas pressão de custo sobre os quatro atores que ela afeta. Produz simultaneamente o maior espaço de expansão estrutural que o sistema de saúde brasileiro terá nas próximas duas décadas. O mercado formal de saúde suplementar foi construído para um perfil de paciente agudo, jovem e episódico. O perfil que cresce é crônico, idoso e longitudinal. Essa incompatibilidade não é só um problema tarifário para as operadoras. É a razão pela qual R$ 420 bilhões em demanda por cuidado estruturado chegará a 2036 sem ter sido organizado por nenhum ator do sistema.

R$65bi
mercado de home healthcare em 2024, crescendo a 10,9% ao ano. Projeção de dobrar até 2030
Grand View Research, Brazil Home Healthcare Market, 2024
R$93bi
por mês em renda movimentada por idosos brasileiros, base de demanda do maior mercado de saúde sem estrutura
IBGE, PNAD Contínua, 2023; IPEA, 2023
71mil
prestadores endereçáveis no mercado de cuidado sênior: cuidadores, clínicas, ILPIs, fisioterapeutas, insumos e suporte jurídico
Receita Federal, CNAE, 2025; análise Evodux

A estrutura desse mercado é sua maior contradição. O mercado informal de cuidado sênior tem mais de 71.000 prestadores endereçáveis no Brasil, cobrindo oito categorias que vão de cuidadores domiciliares a clínicas geriátricas, ILPIs, fisioterapeutas, fornecedores de insumos, serviços de adaptação residencial, bem-estar e suporte jurídico. Esses prestadores atuam em silos sem coordenação entre si e sem integração com o sistema suplementar.

Mapa do mercado: 71.000+ prestadores endereçáveis em oito categorias

32.700
Cuidado domiciliar
Agências + autônomos. Cuidadores, home care médico, enfermagem domiciliar, fisioterapia e nutrição no domicílio
13.000+
Saúde e reabilitação
Clínicas e profissionais especializados. Geriatria, neurologia sênior, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia
3.230
Instituições
ILPIs, residências e day care. Casas de repouso, residências sênior, centros-dia e hospedagem temporária
3.425
Insumos e equipamentos
Fornecedores especializados. Fraldas, artigos médicos, equipamentos para locação, medicamentos manipulados
1.100
Adaptação e segurança
Reforma de acessibilidade, barras, rampas, monitoramento remoto e botão SOS
3.000+
Bem-estar e qualidade de vida
Atividade física, estimulação cognitiva, turismo sênior, musicoterapia e companhia social
1.500+
Suporte jurídico e financeiro
Direito do idoso, curatela, planejamento sucessório, crédito consignado e seguros específicos
500+
Capacitação
Cursos para cuidadores, treinamento de familiares, gerontologia e primeiros socorros

Nota: universo de prestadores estimado com base em CNAEs de cuidado sênior, Receita Federal, 2025. Fonte: Receita Federal, 2025. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

O mercado informal de cuidado sênior é o maior mercado de saúde do Brasil sem estrutura. R$ 93 bilhões por mês em renda de idosos circulam fora de qualquer rede, modelo ou dado setorial.

Seis segmentos crescem como consequência direta do perfil de demanda 60+

Atenção domiciliar
73% dos maiores de 80 anos têm limitação funcional. O cuidado migra para o domicílio por necessidade clínica. Mercado de R$45bi em 2026, projetado para R$108bi em 2036.
+140% até 2036
Diagnóstico contínuo
Multimorbidade gera frequência de exames não linear com a idade. O perfil 60+ demanda monitoramento longitudinal, não pontual. Maior segmento atual: R$55bi.
+110% até 2036
Reabilitação
Sequelas de AVC, fraturas e cirurgias ortopédicas no 60+ geram demanda estrutural continuada. Segmento mais maduro, mas com crescimento garantido.
+75% até 2036
Monitoramento remoto
Hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca respondem a monitoramento contínuo com redução demonstrada de internação. Ainda nascente no Brasil.
+190% até 2036
Coordenação assistencial
O paciente com múltiplas especialidades sem gestor de trajetória gera duplicação de custo e risco clínico. Maior potencial de substituição de internação: 90%.
+210% até 2036
Pay-per-use
Remunera entrega verificável, alinha incentivos ao perfil crônico e habilita os demais segmentos como modelo de contratação entre operadora e prestador.
+230% até 2036

Exhibit 4 | Os segmentos nascentes crescem 2,3 vezes mais que os estabelecidos: R$ 180 bilhões hoje, R$ 420 bilhões em 2036

2026 (R$ bi) 2036 projetado (R$ bi) Pay-per-use R$33bi +230% Coord. assistencial R$37bi +210% Monitoramento remoto R$23bi +190% Nascentes acima · Estabelecidos abaixo Atenção domiciliar R$108bi +140% Diagnóstico contínuo R$116bi Reabilitação R$87bi +75% Fontes: ANS, 2025; ANEAD; IBGE, Projeções 2024; OECD; Base Evodux. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

Exhibit 5 | O mercado informal de cuidado sênior paga sem desconto, sem padrão e sem dado: o que o pay-per-use estruturado viabiliza

ServiçoValor praticado sem estrutura (2025)O que o acesso estruturado muda
Cuidador domiciliar
Diária ou mensalidade avulsa
R$150 a R$220/dia
Sem padrão de qualidade verificável. 79% dos cuidadores sem carteira assinada e sem formação certificada.
A família que não sustenta contrato mensal de R$ 4.000 a R$ 8.000 consegue contratar um dia com prestador credenciado e qualidade verificada. Pagou, usou. Sem carência, sem fidelidade.
Fisioterapia domiciliar
Por sessão
R$150 a R$220/sessão
Sem rede credenciada para quem não tem plano. Preço sem tabela de referência negociada.
Idoso com sequela de AVC sem plano consegue sessão avulsa com profissional credenciado e precificação padronizada. Acesso ao cuidado que a classe C e D não tinha antes.
ILPI e casa de repouso
Mensalidade
R$2.000 a R$15.000/mês
Sem padrão nacional. Sem comparação estruturada possível entre instituições. Família decide sem informação.
Rede credenciada com tabela, padrão de qualidade verificável e desconto negociado por volume. O primeiro produto estruturado de acesso que esse mercado nunca teve.
Cuidado 24h contínuo
Home care integral
R$4.000 a R$8.000/mês
Inacessível para 70% das famílias com renda previdenciária. Gera dependência total do cuidador informal.
Modelo por diária ou pacote semanal fraciona o acesso para quem não sustenta contrato integral. O mercado existe. O produto estruturado de acesso, ainda não.

Fontes: MTE/eSocial, 2025; RNPF/COFFITO, 2025; BuscaCasaDeRepouso.com.br, 2026; Serenanobre.com.br, 2026. Levantamento Evodux Intelligence, abril de 2026.

A Economia do Envelhecimento · Seção 3

O custo invisível do envelhecimento

O custo do envelhecimento não permanece contido no ator que primeiro o registra. Percorre uma cadeia de transferência em que cada elo absorve o que o anterior não conseguiu pagar, com menor capacidade de absorção que o anterior.

A cadeia de transferência opera em sequência. O custo que o modelo tarifário das operadoras não absorve migra para as famílias na forma de coparticipação crescente, franquias e serviços fora de cobertura. O que as famílias não conseguem pagar migra para o SUS na forma de demanda espontânea de beneficiários que têm plano mas não encontram atendimento adequado na rede suplementar. O que o SUS não retém é sustentado pelos 11,5 milhões de cuidadores informais não remunerados que não existem em nenhum sistema de saúde, em nenhum balanço e em nenhuma conta nacional.

O custo do envelhecimento não absorvido pelo modelo suplementar não desaparece. Percorre uma cadeia de transferência em que cada elo tem menor capacidade de absorção que o anterior.

A sinistralidade do setor fechou 2025 em 81,7%, com 4 em cada 10 operadoras ainda registrando despesas assistenciais acima das receitas de mensalidades. A decomposição do resultado agrava o diagnóstico: apenas 37% do resultado positivo do setor em 2025 tem origem na operação assistencial. Os outros 63% vêm de receitas financeiras e patrimoniais, incluindo o efeito da Selic elevada sobre as reservas técnicas. O modelo tarifário suplementar não está se equilibrando por eficiência assistencial. Está se equilibrando por juros.

81,7%
sinistralidade do setor em 2025. Apenas 37% do resultado positivo tem origem assistencial
ANS, Painel Econômico-Financeiro, março de 2026
R$642bi
estimativa de gasto das famílias com saúde em 2024, projetado a partir de R$ 509bi em 2021 com crescimento de 8% ao ano
IBGE, Conta-Satélite de Saúde, 2024; VCMH, IESS, 2025
R$204bi
custo anual equivalente do cuidado informal não remunerado, calculado ao piso salarial do cuidador formal. Não aparece em nenhum balanço
Cálculo Evodux; MTE/eSocial, 2025

Exhibit 6 | O gasto das famílias com saúde cresce mais que o PIB e mais que a inflação geral: trajetória e projeção 2021 a 2035

Trajetória sem reconfiguração (R$ bi) Cenário com acesso estruturado e pay-per-use R$509bi R$880bi Hoje R$660bi R$220bi gap 2021 2025 2030 2035 Fontes: IBGE, Conta-Satélite de Saúde, 2024; VCMH, IESS 2024; projeção Evodux Intelligence, 2026.

Exhibit 7 | O maior subsídio do sistema de saúde brasileiro não está no orçamento: o custo econômico do cuidado informal não remunerado equivale a R$ 204 bilhões por ano

11,5mi
cuidadores informais não remunerados. 88,6% mulheres. Faixa 35 a 55 anos. Sem formação, sem vínculo, sem remuneração
Fiocruz 2021; IBGE, PNAD Saúde 2023
20h
por semana em cuidado de idoso dependente. Mulheres dedicam 21,3h a afazeres domésticos e cuidado vs 11,7h dos homens
IBGE, PNAD 2022
R$204bi
por ano ao piso salarial do cuidador formal (R$1.766,96/mês). Equivale a 80% do orçamento federal de saúde de 2026
Cálculo Evodux; MTE/eSocial 2025; LOA 2026

Exhibit 8 | A transferência implícita para o SUS cresce na mesma velocidade do envelhecimento da carteira: de R$ 24 bilhões em 2024 para até R$ 52 bilhões em 2035

Internação eletiva Franquia ou cobertura parcial R$14bi R$21bi (2035) Reabilitação Limite de sessões esgotado R$5bi R$8,5bi Cuidado crônico Sem cobertura continuada R$5bi R$11bi Projeção 2035: R$38 a 52 bilhões 8% a 11% do orçamento federal de saúde em 2024. Projeção 2035: até 21% do orçamento do SUS Fontes: IBGE, PNAD Saúde 2023; DATASUS, 2024; ANS; LOA 2026; Base Evodux.

O custo do envelhecimento que não aparece em nenhum balanço não é residual. É estrutural. Os R$ 204 bilhões anuais em trabalho de cuidado não remunerado, os R$ 24 bilhões em transferência implícita para o SUS e os R$ 642 bilhões estimados em gastos totais das famílias com saúde em 2024 somam um custo sistêmico que supera em mais de duas vezes o orçamento federal de saúde de 2026. O sistema que não nomeia essa cadeia corretamente não tem como endereçá-la.

A Economia do Envelhecimento · Seção 4

O preço da espera

O custo de agir em 2031 é estruturalmente maior que o custo de agir em 2026. Esse diferencial é quantificável, cresce a velocidades diferentes para cada ator e tem uma data de aceleração que a demografia já definiu: 2029.

A janela de reposicionamento existe porque a demanda cresceu antes que a oferta se organizasse para atendê-la. Essa assimetria tem duração limitada. Os mercados que atravessaram transição demográfica equivalente à brasileira revelam um padrão sem exceção: o intervalo entre o início do envelhecimento acelerado da carteira e a concentração dos segmentos nascentes foi de seis a oito anos. O Brasil entrou nesse intervalo em 2020. O movimento de posicionamento já é observável nos dados.

Em 2025, as fusões e aquisições no segmento de hospitais e laboratórios cresceram 37% em relação a 2024, com 22 transações registradas entre janeiro e setembro, segundo levantamento da KPMG. O novo ciclo de M&A no setor de saúde brasileiro não é de escala horizontal: é de verticalização e integração entre operadoras e prestadores. A joint venture entre Dasa e Amil, concluída em 2024, combinou 25 hospitais, 4.400 leitos e R$ 9,9 bilhões em receita líquida. Fundos de private equity entraram nos segmentos de home care, hospitais de transição e residências de longa permanência. O setor de cuidados domiciliares abriu 57.200 novos CNPJs apenas em 2025.

O sistema que não age antes de 2029 não estará gerenciando uma crise. Estará gerenciando as consequências de uma decisão que não tomou quando ainda era reversível.
2029–2031
janela em que a pressão de sinistralidade ultrapassa o limite de absorção tarifária nas operadoras com carteiras no perfil médio nacional
Projeção Evodux; Exhibit 2
37%
crescimento em M&A no segmento de saúde em 2025. O capital já identificou a janela. Os primeiros posicionamentos estão sendo tomados
KPMG, Fusões e Aquisições em Saúde, janeiro de 2026
R$4 a 7bi
diferença em receita anual entre entrar em 2026 e entrar em 2031 no segmento de coordenação assistencial projetado em R$ 37 bilhões em 2036
Projeção Evodux; nota metodológica 8

O preço da espera não é igual para todos os atores. Para operadoras, o ponto crítico é 2029 a 2031: o momento em que a pressão de sinistralidade ultrapassa o limite de absorção tarifária regulada. A operadora que recalibra o modelo antes desse ponto opera dentro de uma janela de correção gerenciável. A que aguarda enfrenta um déficit que nenhum reajuste dentro do modelo atual neutraliza. Para prestadores, a diferença entre entrar em 2026 e entrar em 2031 no segmento de coordenação assistencial representa entre R$ 4 e 7 bilhões em receita anual. Para famílias, cada ano sem reconfiguração adiciona ao gasto direto a combinação de envelhecimento da carteira e inflação médica acima do IPCA. Para o SUS, a transferência implícita cresce na mesma velocidade do envelhecimento sem mecanismo orçamentário de compensação.

Exhibit 9 | O preço da espera por ator: horizonte crítico, custo de agir em 2026 e custo de inércia até 2031

AtorHorizonte críticoAge antes de 2029Aguarda até 2031
Operadoras
47 mi beneficiários
2029 a 2031
Ponto sem retorno tarifário
Recalibração gerenciável
Dentro do ciclo operacional
Déficit estrutural
Consolidação forçada, menor poder de negociação
Prestadores
Segmentos nascentes
2030 a 2033
Concentração dos segmentos
Janela aberta
R$ 4 a 7bi por segmento, margem 22pp acima do entrante tardio
Mercado concentrado
Custo de aquisição 2,8 a 4,1x mais alto
Famílias
Faixa 60 a 80 anos
Contínuo
Inflação médica acima do INPC
Acesso estruturado
Gap de R$ 98bi evitado até 2035
Deterioração progressiva
R$ 880bi em gasto projetado até 2035
Sistema público
SUS como absorvedor
Contínuo
Cresce com a carteira suplementar
Transferência reduzida
R$ 14 a 28bi a menos até 2035
Pressão crescente
R$ 38 a 52bi ao ano, até 21% do orçamento
Impacto 2026–2035 Sistema reconfigurado
R$ 420bi em mercado organizado · custo sistêmico controlado
Sistema fragmentado
Déficit acumulado · transferência crescente · janela fechada

Fontes: ANS; IBGE, Projeções 2024; OECD; MHLW Japão, 2022; NHS England, 2023; KPMG, 2026; Base Evodux. Elaboração Evodux Intelligence, 2026.

Exhibit 10 | Os mercados que atravessaram o pico demográfico concentraram em 5 anos o que o Brasil ainda pode evitar: curvas de Japão, Alemanha e Brasil

Japão (pico 2005) Alemanha (pico 2010) Brasil (pico estimado 2033–2035) 0% 25% 50% 75% 100% -8 -4 Pico +4 +8 Japão Brasil 2026 Estamos aqui Anos em relação ao pico demográfico Fontes: MHLW Japão; DESTATIS Alemanha; OECD; IBGE, Projeções 2024; projeção Evodux Intelligence, 2026.

O Brasil está posicionado em 2026 aproximadamente sete anos antes do pico demográfico estimado para a carteira suplementar. Em Japão e Alemanha, esse era o momento em que os atores que se moveram primeiro construíram posições que definiram o mercado por uma década. O movimento de M&A de 2025 confirma que o capital já identificou essa janela. O sistema que não age antes de 2029 não estará gerenciando uma crise futura. Estará gerenciando as consequências de uma decisão que não tomou quando ainda era reversível.

Perspectiva Evodux

A interseção que define o mercado

A Economia do Envelhecimento não é um fenômeno setorial. É uma reorganização econômica que opera simultaneamente sobre quatro atores, em quatro balanços, com quatro nomes diferentes para o mesmo custo. O que este paper demonstra é que o sistema de saúde brasileiro está acumulando um déficit estrutural que nenhum dos quatro atores que o compõem tem incentivo ou capacidade de resolver sozinho, porque nenhum deles enxerga o quadro inteiro. A inteligência que permite enxergar esse quadro é o que define quem age antes da janela fechar e quem gerencia as consequências de não ter agido.

Para as operadoras, o fenômeno coloca uma questão que o modelo tarifário vigente não responde: como remunerar e reter uma rede de prestadores adequada ao perfil 60+ antes que a pressão de sinistralidade ultrapasse o limite de absorção regulatória em 2029. A operadora que recalibra o modelo dentro dessa janela preserva margem, reduz transferência para o SUS e constrói rede antes que o custo de construção suba com a concentração dos prestadores. A que aguarda herda um déficit que nenhum reajuste dentro do modelo atual neutraliza.

Para os prestadores, o fenômeno cria uma assimetria de tempo que o crescimento demográfico torna irrecuperável: o mercado de cuidado sênior de R$ 420 bilhões até 2036 está sendo estruturado agora pelos primeiros posicionamentos. O diferencial entre entrar com oferta estruturada antes da concentração e entrar depois não é de participação de mercado. É de modelo de remuneração, de custo de aquisição e de margem operacional. Os mercados de referência mostram que essa diferença vale entre 22 e 25 pontos percentuais de margem por uma década.

Para as famílias, o fenômeno produz um custo que nenhum produto do mercado atual organiza: o cuidado de um idoso em dependência parcial custa entre R$ 3.000 e R$ 12.000 por mês no mercado informal, sem desconto, sem padrão verificável e sem dado que permita comparação. O pay-per-use é o modelo que fraciona esse acesso para quem não sustenta contrato integral e cria o dado de utilização que hoje não existe em nenhuma base setorial. Cada ano sem produto estruturado de acesso adiciona ao gasto direto das famílias o diferencial entre a inflação médica e a renda previdenciária.

Para o sistema público, o fenômeno impõe uma transferência implícita que cresce na mesma velocidade do envelhecimento da carteira suplementar sem nenhum mecanismo orçamentário de compensação. O SUS que absorve em 2026 entre R$ 18 e 24 bilhões por ano como resíduo do modelo suplementar absorverá entre R$ 38 e 52 bilhões em 2035 pelo mesmo mecanismo, sem decisão política que o cause e sem decisão política que o interrompa enquanto o modelo suplementar não for reconfigurado.

Perspectiva | O custo sistêmico do envelhecimento que não aparece em nenhum balanço supera em mais de três vezes o orçamento federal de saúde de 2026

Orçamento federal saúde 2026 R$254,9bi Gasto direto das famílias R$509bi em 2021 proj. a 8%/ano ~R$690bi Cuidado informal 11,5mi cuidadores R$204bi Déficit tarifário ops 40% ops resultado negativo R$30–40bi Transferência ao SUS PNAD Saúde 2023 R$24bi Total estimado ~R$961bi — 3,8x o orçamento federal de saúde 2026 Fontes: IBGE; VCMH, IESS, 2025; MTE/eSocial, 2025; ANS, 2026; PNAD Saúde 2023; LOA 2026. Elaboração Evodux.
A Economia do Envelhecimento reorganiza o sistema de saúde brasileiro na velocidade da demografia. Os atores que entenderem essa reorganização antes do pico demográfico definirão o mercado por uma geração. Os que entenderem depois pagarão o custo dessa diferença. A Evodux trabalha nessa interseção.
Referências

Fontes primárias nacionais

ANS — Agência Nacional de Saúde Suplementar. Caderno de Informação da Saúde Suplementar. Rio de Janeiro: ANS, 2024.

IBGE. Projeções da População do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade: 2010–2060. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

IBGE. Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Rio de Janeiro: IBGE, 2019.

IBGE. Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

IBGE. PNAD Contínua e PNAD Saúde. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

DATASUS. Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.

IESS. Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH). São Paulo: IESS, 2024.

OAPS — Observatório de Análise Política em Saúde. Monitoramento do Orçamento da Saúde, 2024.

Receita Federal do Brasil. Base de CNPJs ativos por CNAE, categorias de cuidados domiciliares e saúde sênior. Brasília: RFB, 2025.

Fontes internacionais

OECD. Health at a Glance 2023: OECD Indicators. Paris: OECD Publishing, 2023.

JP Morgan. Health Spending Report 2023. New York: JP Morgan, 2023.

ONU. World Population Ageing 2022. New York: United Nations, 2022.

MHLW — Ministry of Health, Labour and Welfare. Long-Term Care Insurance in Japan. Tokyo: MHLW, 2022.

DESTATIS — Statistisches Bundesamt. Gesundheit: Ausgaben. Wiesbaden: DESTATIS, 2022.

NHS England. Annual Report and Accounts 2022/23. London: NHS England, 2023.

Banco Mundial. Healthy Longevity: A Global Framework for Policy Action. Washington: World Bank, 2022.

Lubitz, J.; Riley, G. Trends in Medicare Payments in the Last Year of Life. NEJM, 1993.

Base proprietária

Base Evodux — dados de sinistralidade por faixa etária e base de protocolos precificados, operadoras parceiras, anonimizados por pool. Evodux Intelligence, 2025.

Evodux Intelligence Research
A Economia do Envelhecimento · Versão 1.0 · Abril de 2026
evodux.com · Inteligência estratégica em saúde · © 2026 Evodux
Este paper é publicado pela Evodux para fins de inteligência estratégica de mercado. Os dados proprietários foram anonimizados conforme protocolo interno. As projeções representam estimativas analíticas e não constituem recomendação de investimento. Reprodução permitida com citação da fonte.

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